Região:

min

max

Anuncie aqui

Com SAF no radar, Araçatuba tenta se reestruturar fora de campo para retomar futebol em 2023

Clube completa 50 anos nesta temporada e vive cenário político conturbado em meio à ausência das competições

Por César Santana
(Atualizado em 14/04/2022 - 15h12)
Compartilhar

Sem atividade no futebol profissional ao longo de mais da metade da última década, o Araçatuba tenta se reestruturar fora de campo para voltar aos gramados na temporada 2023.

No ano em que completa meio século de existência, o clube tem muito pouco a comemorar. Mais uma vez, a AEA – iniciais de Associação Atlética Araçatuba – não irá disputar a Segundona do Campeonato Paulista, competição da qual ficou licenciada na última temporada. Em 2020, na última aparição, o desempenho ficou aquém do esperado – com direito a despedida com goleada para o rival, Bandeirante, por 7 a 0.

Não bastasse a ausência dos gramados, fora de campo o momento também é conturbado. O último presidente, Edson Luis Pereira, renunciou ao cargo recentemente e, com isso, o diretor de futebol, Vlademir Luis Poerschke, é quem vai assumir a gestão do clube.

Sem planos de atuar no futebol em 2022 – nem mesmo o sub-20 irá disputar o estadual da categoria -, Poerschke explica que a próxima meta do clube em meio à reforma administrativa é tornar a AEA uma Sociedade Anônima do Futebol (a chamada SAF), palavra da moda atualmente no futebol brasileiro.

“Estaremos adequando o nosso estatuto e transformando o clube em uma SAF, segundo os passos de Cruzeiro e Botafogo, entre outros clubes. Vamos iniciar as atividades do zero, mas mantendo a origem do clube, cores, escudo, e mascote. Estamos trabalhando para ter uma estrutura fora do campo para depois pensarmos no futebol”, explica o gestor.

Depois de figurar por mais de meia década na elite estadual na segunda metade dos anos 1990, o Araçatuba viveu uma verdadeira queda livre e em 2012 chegou à quarta e última divisão paulista. Desde então, o clube só disputou a competição duas vezes consecutivas logo no primeiro biênio e totaliza apenas quatro participações no campeonato sem grande sucesso.

Atualmente, o Canário sequer possui um espaço para treinar, já que não dispõe do direito de utilizar o estádio municipal Adhemar de Barros, algo que a nova gestão diz ter como meta reverter para reativar o futebol do clube.

“Só voltaremos a ter futebol em 2023. Neste ano vamos tentar reaver o estádio municipal junto ao poder público. Precisamos de uma sede, uma identidade para recuperarmos a credibilidade. A AEA completa 50 anos em 2022 e tem uma história que precisa ser valorizada e resgatada”, diz Poerschke.

Na última participação na Segundona, em 2020, o Araçatuba terminou a primeira fase na lanterna do Grupo A com seis pontos somados. Em oito jogos, foram duas vitórias e seis derrotas.