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Conselheiros tutelares são suspensos por conduta no atendimento de bebê morta

Criança foi levada morta para o pronto-socorro de Penápolis (SP). Conselho Tutelar recebeu várias denúncias envolvendo a vítima

Por Redação
(Atualizado em 05/07/2022 - 18h52)
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Três conselheiros tutelares foram suspensos e outros três receberam advertência pela conduta no atendimento da bebê que foi levada morta para o pronto-socorro de Penápolis (SP). A mãe e o padrasto da criança seguem presos preventivamente.

Segundo informações apuradas pelo temmais.com, dois conselheiros ficarão afastados por três meses, sem remuneração, e o terceiro por dois meses, sem receber salário.

As decisões foram tomadas após a prefeitura acatar ao parecer do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).

 

Caso

A bebê Mirella, de um ano e três meses, chegou ao pronto-socorro, no dia 14 de fevereiro, com rigidez cadavérica, diversas marcas roxas e possível dilaceração do ânus.

A médica que atendeu a menina acionou a Polícia Militar, depois que notou supostos sinais de violência. A Polícia Civil começou a investigar o caso e pediu exames periciais.

Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a menina teve hemorragia interna aguda, trauma abdominal e laceração no fígado.

A delegada Thaisa Borges afirmou que os ferimentos foram provocados por um instrumento contundente. “Poderia ser em virtude de agressões provocadas pelos próprios investigados”, disse.

O padrasto foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e pode ter a pena aumentada pelo crime ter sido praticado contra uma pessoa com menos de 14 de anos. Já a mãe foi denunciada por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. O promotor também entendeu que a mulher deveria ter feito algo para impedir o crime, mas não o fez.

A Justiça aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público. Portanto, o casal passou a responder ao processo.

Os conselheiros tutelares foram afastados porque existiam diversas denúncias envolvendo a vítima. Eles chegaram a tentar apurá-las, mas disseram à Polícia Civil que não conseguiram encontrar o casal.